IMPRESSO EM: 13/12/2017
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O Município

História do Município

 

O que é possível relembrar de Tapejara sob base de alguns arquivos históricos e histórias guardadas na lembrança dos moradores mais antigos e passadas de gerações em gerações, pode ser destacado que, ainda pertencente ao solo de Passo Fundo, em 1688, índios Coroados já habitava este território.

Seus descendentes mais remotos se encontram, atualmente, nas reservas do Rio Ligeiro no Município de Charrua e na Reserva do Carreteiro no Município de Água Santa. No início do século XIX, a região passou a ser povoada por índios Tapes e Kaingangs que moravam em ocas e tiravam do solo, caça e pesca produtos para sua subsistência.

A povoação do município deu-se, evidentemente, com a povoação do Rio Grande do Sul, porém foram inicialmente os imigrantes italianos que emigraram para a região de Tapejara.

Algum tempo depois, com a Revolução Federalista de 1893, que teve grande ênfase nessa região e a construção da estrada de ferro, iniciava-se um pequeno povoado chamado de Núcleo Alto Rio do Peixe. Estas terras eram do governo, porém, com a colonização o presidente do Estado, Dr. Antonio Augusto de Medeiros, legalizou uma área de 1.714.057m², entre os rios Ligeiro e Carreteiro, consagrando-a Antônio dos Santos Bonetes.

O núcleo, chamado de Sede Teixeira surgiria em seguida, através da aquisição de três glebas de terra por Manoel Amâncio Teixeira e Julião Luiz Almeida, vendidas por Antônio dos Santos Bonetes e sua mulher, Serafina Garcia Vieira. Os dois compradores formularam um plano de loteamento que, em três etapas, 1915, 1917 e 1920, compunha o núcleo chamado Sede Teixeira. As terras foram divididas em lotes urbanos e chácaras. Com isso, a Sede Teixeira se torna a 11ª Seção do Distrito de Coxilha, município de Passo Fundo. Em 1922, a Sede Teixeira passou a pertencer ao distrito de 7 de Setembro (atual município de Charrua), também pertencente a Passo Fundo. Em 1929, a Sede Teixeira foi transformada em 14º Distrito de Passo Fundo.

Mas foi em 1940, que ocorreu a alteração de nome para Tapejara, seguindo a denominação que os índios davam ao Rio Carreteiro, desta forma “tape” que quer dizer “Caminho” e “Jará” que quer dizer “Senhor”, torna-se o nome que em Tupi-guarani significa Senhor dos Caminhos.

Este rio era chamado Carreteiro, devido aos Carroceiros que faziam o transporte dos produtos entre Sede Teixeira e Passo Fundo. Essas viagens duravam de três a quatro dias com tempo bom e era o único meio de transporte existente na época.

A cultura do povo tapejarense é formada por três principais etnias: europeus, africanos e indígenas (ou povos pós-Colombianos).

Com o crescimento de Vila Tapejara deu impulso ao movimento emancipacionista, liderado pelo vigário paroquial Padre Raimundo Damin, mais tarde titulado “Patrono do Município”. Porém a força para o movimento surge do deputado estadual Dr. Victor Graeff, que orientou o grupo e a documentação exigida na época. Em 10 de julho de 1955 realizou-se o plebiscito que deu vitória a causa emancipacionista. Em 09 de agosto de 1955 foi assinada, pelo então governador Ildo Meneghetti, a Lei estadual nº 2.667, que criou o Município de Tapejara.

Os números apontam que Tapejara tem um crescimento maior que a média nacional, conhecida como Terra do Empreendedorismo e, de acordo com dados da Secretaria Municipal da Fazenda, conta com 251 indústrias, 696 estabelecimentos comerciais, 783 prestadores de serviços e mais de 300 microempreendedores individuais.

A população de Tapejara - RS é estimada em 21.809 habitantes, segundo dados do IBGE de 1º de julho de 2015. Quanto à renda, o PIB do município é de R$ 690.670.000,00 (IBGE 2014) e o PIB per capita chega a R$ 32.541,93 (IBGE 2014).

Faz crer que esse crescimento vem ao longo do tempo construindo essa Tapejara que conhecemos onde para cada conquista é necessário começar com o primeiro passo. Desde a vinda dos primeiros colonos, até hoje, foram muitas lutas, mas que frutificaram. Ao completar 61 anos de Emancipação Político Administrativa, Tapejara, principalmente os tapejarenses demonstram cultivar suas raízes expressadas pelo pioneirismo dos seus primeiros colonizadores na busca pelo progresso com base no trabalho.

Muitos nasceram aqui, alguns escolheram como lar, outros tantos precisaram buscar novos horizontes, mas de uma coisa todos concordam: ser tapejarense é motivo de muito orgulho.